Postado por Isabella Rozzino | Em 5 de outubro de 2017 | Tags: , ,

A formação continuada tem sido tema de muitos debates na área educacional.

Um dos motivos são as necessidades e demandas que a escola nos traz a cada dia e que exige de todos os envolvidos um processo de melhoria contínua para poder atender à diversidade que temos hoje em sala de aula e desenvolver um trabalho de qualidade.

Seja na escola pública ou nas escolas particulares, a responsabilidade pela formação continuada dos professores recai sobre o coordenador pedagógico. Mas a pergunta que muitos se fazem é: Quem forma este formador?

Se atribuímos aos coordenadores pedagógicos a função de formarem seus professores, precisamos também dar oportunidades para que desenvolvam as competências necessárias para esta tarefa, ou seja, as competências necessárias a um formador, seja para realizar as reuniões formativas com temas relevantes para a equipe, seja para observar as aulas e dar um feedback ao professor observado.

Diversos são os desafios que se colocam nesta tarefa, dentre eles a necessidade de ter um olhar focado no trabalho desenvolvido em sala de aula, buscando evidências sobre aquilo que é observado ou sobre os pontos de melhoria que a escola precisa desenvolver.

Encontrar evidências é um grande desafio para nós educadores. Em geral, costumamos olhar as coisas de maneira genérica e acabamos fazendo inferências com base em nossos conhecimentos prévios e no nosso ponto de vista.

Em geral, quando analisamos uma situação, fazemos um diagnóstico da escola ou observamos uma aula, precisamos sempre buscar o que temos de evidências concretas, ou seja, aquilo que realmente é possível ver e nos dar elementos para termos uma imagem real desta situação e, então, podermos pensar nas melhores ações e encaminhamentos para elas.

Vamos pensar num exemplo concreto para ajudar nesta reflexão.

Quais evidências podemos ter quando dizemos que os alunos não estão interessados nas aulas? Será que são todos os alunos? Costumamos fazer generalizações e não identificamos se são a maioria, se é um pequeno grupo, se o problema está em determinadas turmas, ou se , na verdade, o tipo de aula não está estimulando o interesse dos alunos. É muito importante entender melhor a situação para poder intervir sobre ela.

O primeiro passo para isso seria identificar que metodologias vem sendo utilizadas nas aulas para engajar os alunos. Para isso, é importante identificar evidências que podem ser encontradas, por exemplo, por meio da observação das aulas pelo coordenador pedagógico ou por um agente externo que possa dar um feedback ao professor sobre o seu trabalho colaborando para a qualificação das aulas. Assim, após observar as salas onde surgiram estas questões, e conversar com os professores para saber se o que foi observado realmente pode indicar as causas dessa situação, será possível entender se realmente é um problema de todas as turmas e então pensarem coletivamente em ações para mudar essa situação.

Fazer isso é um grande desafio e um exercício diário dentre tantos outros que esta função exige, mas vale a pena começar a pensar sobre ele! Assim, estaremos cada vez mais preparados para nos colocar neste papel de quem forma outros educadores, contribuindo com a melhoria contínua da educação.

Quer saber mais sobre o assunto?

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TEXTO por Silvana Tamassia, Mestre em Educação pela PUC-SP, sócia-fundadora da Elos Educacional e membro da rede de Talentos da Educação da Fundação Lemann.


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