Postado por Wesla Monteiro | Em 7 de novembro de 2015 | Tags: , , ,

Se puder, faça a si mesmo, homem ou mulher, hetero ou homo, as seguintes perguntas e responda:
Por que futebol é coisa de menino? Por que boneca é coisa de menina?
Por que tenho medo de ficar sozinha em um ponto de ônibus à noite?
Por que tenho medo de pegar um táxi?
Por que não posso usar shorts na escola?
Por que eu como mãe devo ter mais responsabilidade do que como pai?
Por que minha palavra vale menos do que a de alguns homens?


O mundo tem sido muito injusto com diferentes grupos sociais. Entre esses grupos está a mulher. Não vou dizer que nós somos mais ou menos injustiçadas, pois a questão não é essa. A questão é: Acontece. Com todas nós. Em diversos momentos.


Gostaria de vangloriar TODAS essas mulheres incríveis que estão dando seus depoimentos de diferentes experiências que definitivamente não compõe os melhores momentos de suas vidas, mas que libertam. Liberta a nós mesmas por podermos falar sobre coisas que tanto nos incomodam, liberta aquelas que escutam por perceberem que “não é só comigo”, liberta aquel@s que “nunca tinham pensado nisso”.

LIBERDADE. Liberdade política, liberdade de impressa, liberdade de expressão. LIBERDADE. Uma palavra tão significante e abrangente, que já está no nosso vocabulário cotidiano, mas às vezes não temos dimensão da sua importância e do quanto elas nos faz bem. É por isso que estamos brigando, porque queremos sair às ruas sem medo, porque queremos ser donas do nosso corpo, porque queremos o salário que merecemos, porque queremos vestir o que nos agrada! LIBERDADE.


A sua liberdade termina onde a minha começa, e então vamos sim lutar pelo o que é nosso! A grande Clarisse já nos disse, em belos versos: Nossa liberdade ofende porque é ingênua, genuína. Mas não seremos mais presas em nossas mentes e corpos, seremos livres!


Ela é tão livre que um dia será presa.
Presa por quê? Por excesso de liberdade.
Mas essa liberdade é inocente?
É. Até mesmo ingênua.
Então por que a prisão?
Porque a liberdade ofende.


Sobre Wesla Monteiro

Postado por Monique Evelle | Em 6 de novembro de 2015 | Tags: , , ,

Começarei parafraseando minha amiga Djamila Ribeiro. Cansado de ouvir falar sobre machismo e racismo? Imagine quem vive isso.

Aprendi com Lélia Gonzalez que mulher negra precisa dizer nome e sobrenome, senão o racismo coloca o nome que quiser. Meu cabelo crespo, minha pele escura e minha identidade de gênero, não facilitaram a política de boa vizinhança entre os/as coleguinhas de sala. Ser um alvo potencial de chacota não é fácil. Demorei muito para entender que racismo e machismo não é bullying e que não era eu a tímida. A suposta timidez era o silenciamento compulsório na escola e nas rodas de “amigos”.

De acordo com o IBGE somos 50,62% da população brasileira e, dentro desse número, somos 52% mulheres pretas. Dói saber que apesar de sermos a maioria, somos totalmente violentadas pelo Estado, nos relacionamentos e em todo canto. Só olharmos os noticiários, as redes sociais e tudo que tiver ao nosso redor que não teremos dúvidas que a sociedade é machista, racista e misógina.

Sou Dandara dos Palmares, Lélia Gonzalez, Antonieta Barros, Vilma Reis, Djamila Ribeiro, Stephanie Ribeiro, Joice Beth e tantas outras que trazem a resistência política no corpo da mulher negra. Falar sobre machismo e racismo é não compactuar com a estrutura desta sociedade e não invisibilizar a nossa luta. “Eu sou porque nós somos”. ‪#‎Ubuntu‬


Sobre Monique Evelle

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