Postado por Silas Furtado | Em 4 de dezembro de 2015 | Tags: , , ,

Temos estampado como slogan do governo executivo federal o Brasil como pátria educadora. Ao mesmo tempo, a educação passa por significativos cortes orçamentários que comprometem iniciativas importantes, como o Ciências sem Fronteiras. Longe de ser exclusividade do governo Rousseff, contradições como essa têm sido parte da nossa história. Por quê?

O estado de São Paulo tem cenas lamentáveis de conflitos entre comunidade e polícia para que 94 escolas não sejam fechadas. Não que o tema seja fácil de se entender, mas nada pode justificar a violência quando se trata de educação. E infelizmente isso não é inédito de São Paulo. Por quê?

O município de Sobral no Ceará avançou sobre uma realidade de indicadores de educação baixos e permeados de justificativas circunstanciais para tornar-se referência mundial em políticas de gestão da educação. No entanto, esse fato é tratado como isolado e está distante de outros municípios que poderiam se inspirar. Por quê?

Evidentemente, sabemos que a educação não deve ser a esperança que acaba em frustração. Temos consciência de que os governos precisam agir de forma coerente e realizar mudanças benéficas para a sociedade. Concordamos que é fundamental que as boas políticas sejam estabelecidas em nome do futuro do local e acima de qualquer outro interesse. O que a gente não sabe é que nós temos responsabilidade para que tudo isso ocorra.

A educação deve ser pauta da nossa política individual como cidadãos. Governos são feitos por pessoas que refletem a sociedade que os julga e lhes oferece bons exemplos. O sentimento de pertencimento ao Brasil é suficiente para mudarmos o futuro do país através da educação onde estivermos. E contagiarmos mais gente com esse sentimento! Por isso, qualquer que seja o nosso lado, devemos ter claro que o caminho para um país mais educador começa no momento em que colocamos a educação na nossa frente!


Sobre Silas Furtado

É coordenador na Diretoria de Logística. Tem 23 anos, de Lagoa da Prata, Minas Gerais. É um entusiasta da educação e atua na realização de contatos externos institucionais do MAPA.