Postado por Renan Ferreirinha | Em 2 de outubro de 2016 |

Amanhã é o grande dia. Pelo menos até outubro de 2018. Sendo um cara que acredita que a maior parte das políticas públicas devem ser construídas de baixo pra cima, penso que as eleições municipais, especialmente para prefeito, são tão (ou se duvidar até mais) importantes que as eleições para presidente e governadores.

Estava dando uma olhada na última pesquisa do IBOPE e percebi um dado interessante: conversei com praticamente todos os principais candidatos, chefes de campanha ou esposas de candidatos (gostaria muito de incluir maridos de candidat@s também, mas a Jandira e a Marta são as únicas que não tive a oportunidade de falar direta ou quase diretamente) a prefeito de Rio e São Paulo devido ao projeto #MapaNasEleições do Mapa Educação. E sabe qual foi minha principal conclusão? Que todos os candidatos com quais interagi têm uma vontade genuína de melhorar a sua cidade, de dar o seu melhor nos próximos quatro anos. É tudo muito menos 8 ou 80, Fla-Flu, petralha x coxinha como muita gente pensa e como, infelizmente, o Brasil tem sido conduzido nos últimos meses.

O que diferencia os candidatos e as candidatas é a forma como definem “melhor” e a execução de “melhorar”. Alguns candidatos são sim mais bem preparados, têm melhores programas de governo e merecem mais assumir a cadeira de prefeito do que os outros. Contudo, para perceber essas (sutis) diferenças é preciso estudar. É preciso se informar além da mídia tradicional, a qual infelizmente é tendenciosa, não raramente conduzida por interesses particulares e muitas vezes propagadora de mentiras e falácias. Assisti e ajudei a produzir todos os vídeos do #MapaNasEleições, assisti a todas as entrevistas do Meu Município, li o programa de governo (principalmente a parte de educação) dos candidatos que gosto mais e decidi meu voto. Recomendo que tentem fazer o mesmo ou pelo menos algumas dessas coisas acima. Ainda dá tempo.

Quando digo que decidi meu voto é, infelizmente, algo que não poderei concretizar amanhã exercendo meu dever cívico em votar. Estou agora no Canadá, volto pra Boston amanhã e passarei meu dia acompanhando intensamente as apurações como se fosse uma final de Copa do Mundo (até porque política > futebol). Pode parecer bizarro, mas na balança de prós e contras de morar fora, não conseguir votar (só dá pra votar pra presidente e mesmo assim é uma burocracia danada) é uma das principais desvantagens.

No entanto, CASO eu pudesse votar amanhã, seja no Rio, São Paulo ou qualquer um dos mais de 5000 municípios brasileiros, meu voto iria para …

… Justin Trudeau (primeiro ministro canadense). Na moral, o cara tem 44 anos, montou um time de ministros 50-50 (50% mulheres, 50% homens), tem sido um dos grandes porta vozes da crise mundial de refugiados acolhendo milhares deles no seu país, é respeitoso E bom gestor.

Brincadeiras à parte, o jogo está literalmente em suas mãos. Sendo assim, muita atenção (e cuidado) na sua próxima tacada.

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Sobre Renan Ferreirinha

Renan, 22, nasceu em São Gonçalo (RJ) e é co-fundador do Movimento Mapa Educação. Renan foi Coronel Aluno no Colégio Militar do Rio de Janeiro e hoje cursa a graduação em Economia e Ciências Políticas em Harvard.