Postado por Monique Evelle | Em 6 de novembro de 2015 | Tags: , , ,

Começarei parafraseando minha amiga Djamila Ribeiro. Cansado de ouvir falar sobre machismo e racismo? Imagine quem vive isso.

Aprendi com Lélia Gonzalez que mulher negra precisa dizer nome e sobrenome, senão o racismo coloca o nome que quiser. Meu cabelo crespo, minha pele escura e minha identidade de gênero, não facilitaram a política de boa vizinhança entre os/as coleguinhas de sala. Ser um alvo potencial de chacota não é fácil. Demorei muito para entender que racismo e machismo não é bullying e que não era eu a tímida. A suposta timidez era o silenciamento compulsório na escola e nas rodas de “amigos”.

De acordo com o IBGE somos 50,62% da população brasileira e, dentro desse número, somos 52% mulheres pretas. Dói saber que apesar de sermos a maioria, somos totalmente violentadas pelo Estado, nos relacionamentos e em todo canto. Só olharmos os noticiários, as redes sociais e tudo que tiver ao nosso redor que não teremos dúvidas que a sociedade é machista, racista e misógina.

Sou Dandara dos Palmares, Lélia Gonzalez, Antonieta Barros, Vilma Reis, Djamila Ribeiro, Stephanie Ribeiro, Joice Beth e tantas outras que trazem a resistência política no corpo da mulher negra. Falar sobre machismo e racismo é não compactuar com a estrutura desta sociedade e não invisibilizar a nossa luta. “Eu sou porque nós somos”. ‪#‎Ubuntu‬


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